7 itens inesperados que médicos de emergência sempre levam em viagens

Renê Fraga
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Você sabia que quase 30% dos viajantes já ficaram doentes ou se machucaram durante as férias?

Pois é! Um imprevisto desses pode estragar qualquer viagem dos sonhos. Mas os médicos de plantão sabem exatamente como se preparar – e eles revelam alguns itens surpreendentes que sempre entram na mala.

Conversamos com especialistas em emergência para descobrir o que realmente vale a pena levar na bagagem. Algumas coisas são óbvias (como analgésicos e curativos), mas outras podem te surpreender!

1. Remédio para Enjoo (Zofran)

Nada pior que passar mal em movimento, seja em um barco, avião ou carro. O Dr. Cedric Dark, da Baylor College of Medicine, não viaja sem Zofran (ondansetrona). “O enjoo e o vômito são horríveis, e não há nada tão eficaz quanto isso nas farmácias comuns”, diz.

O Dr. Eric Adkins, da Ohio State University, concorda. Ele lembra de uma viagem de observação de baleias em que quatro das cinco pessoas da família passaram mal. “Graças ao Zofran, conseguimos aproveitar sem maiores sustos.”

👉 Dica: Como esse remédio é controlado, converse com seu médico antes da viagem.

2. Mata-mosquitos Elétrico

Se o destino for tropical, o Dr. Dark não esquece seu racket elétrico ou armadilha para mosquitos. “Minha esposa tem reações terríveis a picadas”, explica.

Além do incômodo, mosquitos podem transmitir doenças graves, como dengue, malária e Zika. Combinar o mata-mosquitos com repelente é a melhor estratégia para se proteger.

3. Pinça

Pode parecer bobeira, mas a Dra. Joy Crook, da Vanderbilt University, nunca viaja sem uma pinça. “Sempre alguém pega um espinho ou farpa”, diz. Melhor resolver na hora do que correr atrás de uma farmácia no meio das férias!

4. Meias de Compressão

Viagens longas (acima de 4 horas) aumentam o risco de trombose, principalmente para quem tem mais de 40 anos, está acima do peso ou toma anticoncepcional.

A solução? Meias de compressão! A Dra. Erin Muckey, da Rutgers University, sempre as usa em voos longos. “Elas melhoram a circulação e previnem coágulos”, explica.

5. Carregador Portátil

Nada pior que ficar sem bateria no celular quando você precisa de um hospital ou farmácia. O Dr. Adkins sempre leva um power bank na mochila. “Pode parecer óbvio, mas em uma emergência, seu telefone é sua melhor ferramenta.”

6. Detector de Monóxido de Carbono

Nos últimos anos, várias mortes em hotéis e Airbnb foram causadas por vazamentos desse gás invisível e sem cheiro. A Dra. Crook incluiu um detector portátil em sua lista de viagem. “É pequeno, fácil de levar e pode salvar vidas.”

7. Melatonina

Dormir mal baixa a imunidade e aumenta o risco de adoecer. Para ajustar o relógio biológico em viagens com fuso horário, o Dr. Adkins leva melatonina. “Ela ajuda a regular o sono”, diz. (Mas consulte seu médico antes de usar.)

Bônus: Não esqueça o básico!

Analgésicos, antitérmicos e band-aids são essenciais. “Você nunca sabe quando vai precisar”, lembra a Dra. Muckey.

E aí, já colocou algum desses na sua mala?

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Renê Fraga é criador do Muito Curioso e editor-chefe do Eurisko. Profissional com mais de duas décadas de experiência em conteúdo digital, escreve sobre ciência, história, cultura e curiosidades com foco em explicação, contexto e aprendizado acessível. No Muito Curioso, transforma perguntas simples em conhecimento contextualizado para leitores que gostam de aprender algo novo todos os dias.
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