Australiano é preso por colecionar elementos perigosos da tabela periódica

Renê Fraga
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Em um caso que parece saído de um roteiro de filme, um australiano de 24 anos está enfrentando uma sentença de até uma década atrás das grades por um hobby no mínimo… explosivo.

Emmanuel Lidden decidiu que colecionar selos ou moedas era coisa demais para amadores – ele queria nada menos do que todos os elementos da tabela periódica, incluindo os mais perigosos! Mas foi ao tentar importar plutônio radioativo que a polícia bateu à sua porta.

Dá para imaginar a cena: os agentes invadem a casa do jovem e, em vez de encontrar itens comuns, se deparam com uma coleção que faria qualquer cientista ficar entre impressionado e aterrorizado. O pior? Lidden nem sequer tentou disfarçar – usou o próprio nome no pacote quando encomendou o material proibido do exterior. Seria ingenuidade ou pura obsessão?

O advogado do colecionador, John Sutton, defende que seu cliente é apenas um “nerd da ciência” que agiu por pura paixão, sem intenções criminosas. “Foi um erro cometido por ingenuidade, uma forma de buscar conforto no colecionismo”, argumentou. Sutton ainda criticou a resposta das autoridades, dizendo que a reação foi exagerada: em vez de dar a chance de devolver os itens, jogaram o livro (e a pia da cozinha) nele.

Agora, Lidden aguarda a sentença, marcada para este mês, enquanto o caso vira notícia no mundo todo. E aí, o que você acha? Colecionador inofensivo ou risco à segurança pública? Uma coisa é certa: dessa vez, o troféu mais perigoso da coleção pode custar 10 anos da sua liberdade.

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Renê Fraga é criador do Muito Curioso e editor-chefe do Eurisko. Profissional com mais de duas décadas de experiência em conteúdo digital, escreve sobre ciência, história, cultura e curiosidades com foco em explicação, contexto e aprendizado acessível. No Muito Curioso, transforma perguntas simples em conhecimento contextualizado para leitores que gostam de aprender algo novo todos os dias.
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