🌟 Principais destaques:
- Uma imensa “bolha quente” subterrânea está lentamente se movendo em direção a Nova York.
- Ela tem mais de 350 km de largura e se formou há cerca de 80 milhões de anos.
- Apesar de parecer assustador, levará até 15 milhões de anos para chegar à cidade.
Imagine uma massa colossal de calor, escondida a centenas de quilômetros abaixo da superfície, viajando lentamente pelo subsolo como um gigante adormecido.
É exatamente isso que cientistas descobriram: uma anomalia geotérmica gigantesca, apelidada de Northern Appalachian Anomaly (NAA), que está se deslocando na direção de Nova York.
Mas antes que você pense em filmes de desastre, respire aliviado: essa “bolha” avança a um ritmo tão lento que levará entre 10 e 15 milhões de anos para chegar à cidade.
O que é essa “bolha quente”?
Segundo os pesquisadores, trata-se de uma massa subterrânea com mais de 220 milhas (cerca de 350 km) de diâmetro, localizada atualmente sob a região das Montanhas Apalaches, nos Estados Unidos.
Ela não é feita de magma prestes a explodir, mas sim de rochas extremamente aquecidas, que se movem lentamente nas profundezas da crosta terrestre.
Acredita-se que essa anomalia tenha surgido há cerca de 80 milhões de anos, quando a Groenlândia começou a se separar da América do Norte.
O calor dessa estrutura pode ter desempenhado um papel importante na elevação das montanhas, tornando-as mais resistentes ao desgaste do tempo.
Como ela afeta a Terra?
O estudo, liderado por Tom Gernon, da Universidade de Southampton, sugere que o calor na base de um continente pode enfraquecer e até remover parte de sua “raiz” densa.
O que deixa a crosta mais leve e flutuante, um pouco como um balão de ar quente que sobe quando perde peso.
Esse processo teria ajudado a manter os Apalaches elevados por milhões de anos, mesmo sendo uma cadeia montanhosa muito antiga.
Por que essa descoberta é importante?
Além de ser uma curiosidade geológica fascinante, entender a NAA pode ajudar os cientistas a desvendar os mecanismos que moldam a superfície do nosso planeta.
Esses movimentos subterrâneos, embora lentos, influenciam a formação de montanhas, terremotos e até a distribuição de continentes ao longo de eras geológicas.
Em outras palavras, essa “bolha quente” é como uma pista viva sobre a história profunda da Terra e ainda tem um longo caminho a percorrer antes de chegar ao seu destino final.
