Cientistas resolvem mistério de pinguins mumificados

Renê Fraga
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Centenas de pinguins mumificados que datam de 750 anos foram encontrados na Long Peninsula da Antártida em 2016.

Embora não seja particularmente incomum encontrar os restos de pinguins Adelie na região, a descoberta de muitos deles – especialmente com filhotes mumificados – deixou cientistas coçando a cabeça.

A chave para esse mistério, na verdade, é que os pinguins morreram durante dois desastres separados.

A datação por radiocarbono dos restos revelou que os animais haviam perecido durante dois períodos distintos, 200 e 750 anos atrás – ambas as vezes devido a “eventos climáticos extremos” que duraram décadas.

A intensa nevasca, aliada a fortes chuvas e inundações, provou ser desastrosa.

“É bem provável que o aquecimento global tenha causado uma maior precipitação, o que levou à tragédia”, disse o pesquisador-chefe do estudo, Liguang Sun, da Universidade de Ciência e Tecnologia da China.

Os pesquisadores agora esperam usar o que aprenderam sobre esses desastres passados ​​para prever melhor o que poderá acontecer com os pinguins no futuro, à medida que as temperaturas globais continuarem a subir.

“Geralmente, acredita-se que a atual tendência de aquecimento global continuará ou piorará”, disse Sun.

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Renê Fraga é criador do Muito Curioso e editor-chefe do Eurisko. Profissional com mais de duas décadas de experiência em conteúdo digital, escreve sobre ciência, história, cultura e curiosidades com foco em explicação, contexto e aprendizado acessível. No Muito Curioso, transforma perguntas simples em conhecimento contextualizado para leitores que gostam de aprender algo novo todos os dias.
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