A Árvore Druida: o carvalho de 800 anos que pode ajudar a salvar as florestas do futuro

Renê Fraga
4 min de leitura
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🌳 Principais destaques:

  • Um carvalho de 800 anos, conhecido como Druids Oak, pode guardar no DNA os segredos da longevidade das árvores.
  • Cientistas estudam sua genética para entender como resistem a secas, doenças e mudanças climáticas.
  • Esses gigantes da natureza sustentam milhares de espécies e são fundamentais para a recuperação das florestas.

Imagine uma árvore que nasceu no século XIII, antes de castelos medievais serem erguidos e muito antes de qualquer um de nós existir.

Essa árvore ainda está de pé, firme, verde e cheia de vida. Estamos falando do Druids Oak, um carvalho localizado em Buckinghamshire, na Inglaterra, que já ultrapassou os 800 anos de idade.

Agora, cientistas acreditam que ele pode ser a chave para salvar as florestas do amanhã.


O que torna o Druids Oak tão especial?

Esse carvalho sobreviveu a secas, tempestades, ondas de calor e até doenças que derrubaram outras árvores ao longo dos séculos. Para os pesquisadores, a explicação pode estar em seu DNA único.

Dr. Ed Pyne, do Woodland Trust, coleta amostras de suas folhas para investigar se a árvore apenas teve “sorte” ou se realmente possui genes que a tornam mais resistente.

A ideia é simples, mas poderosa: se descobrirmos o segredo da longevidade dessas árvores, poderemos plantar carvalhos mais fortes e preparados para enfrentar o futuro.

Segundo a cientista Emma Gilmartin, da Arboricultural Association, árvores como o Druids Oak são verdadeiros “monumentos da natureza” e precisam ser compreendidas e preservadas.


Guardiões da biodiversidade

Os carvalhos não são apenas árvores antigas e imponentes. Eles são verdadeiros condomínios naturais, abrigando mais de 2.300 espécies de animais, plantas e fungos.

  • Suas folhas alimentam lagartas.
  • O tronco abriga morcegos e besouros.
  • As bolotas sustentam aves e mamíferos durante o inverno.

Algumas espécies raríssimas, como o besouro Moccas, só sobrevivem em carvalhos muito antigos. Isso faz do Reino Unido um verdadeiro tesouro natural, já que abriga mais carvalhos ancestrais do que o resto da Europa inteira.


O futuro das florestas pode estar no passado

Em reservas naturais, como a de Moccas Park, pesquisadores já estão coletando bolotas de carvalhos centenários para cultivar novas árvores e restaurar florestas.

O resultado é animador: aves, insetos e até morcegos raros estão voltando a habitar esses locais.Mas há um alerta: árvores antigas não podem ser substituídas.

Elas levam séculos para crescer e desempenham papéis que nenhuma muda jovem consegue cumprir de imediato.

Por isso, especialistas pedem mais proteção e cuidado com esses “gigantes vivos”.Como resume Saul Herbert, do Woodland Trust:

“Precisamos valorizar essas árvores não só pelo que representam para a natureza, mas também pela sua importância cultural e histórica.”


✨ O Druids Oak e outros carvalhos lendários não são apenas testemunhas silenciosas da história. Eles podem ser os professores do futuro, ensinando como a vida resiste, se adapta e floresce mesmo diante das maiores adversidades.

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Renê Fraga é criador do Muito Curioso e editor-chefe do Eurisko. Profissional com mais de duas décadas de experiência em conteúdo digital, escreve sobre ciência, história, cultura e curiosidades com foco em explicação, contexto e aprendizado acessível. No Muito Curioso, transforma perguntas simples em conhecimento contextualizado para leitores que gostam de aprender algo novo todos os dias.
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