Principais destaques:
- Arqueólogos descobriram os restos submersos de uma antiga cidade no lago Issyk Kul, no Quirguistão.
- O local, conhecido como Toru-Aygyr, fazia parte da lendária Rota da Seda e abrigava residências, escolas e até banhos públicos.
- Acredita-se que um poderoso terremoto tenha sido o responsável por afundar a cidade, transformando-a em uma espécie de “Atlântida” da Ásia Central.
Imagine caminhar às margens de um lago cristalino, cercado por montanhas nevadas, e descobrir que, sob aquelas águas geladas, dorme uma cidade inteira esquecida pelo tempo.
É exatamente isso que aconteceu no lago Issyk Kul, localizado no coração do Quirguistão, na Ásia Central.
Pesquisadores encontraram os restos de Toru-Aygyr, uma antiga cidade do século XV que um dia foi ponto vital da lendária Rota da Seda, caminho comercial que conectava Europa e Ásia.
O lago, que tem impressionantes 182 km de extensão e quase 2,2 mil metros de profundidade, escondia em suas águas silenciosas um fragmento fascinante da história humana.
Uma cidade vibrante submersa na história
Segundo os arqueólogos, Toru-Aygyr era uma comunidade próspera. Havia casas, escolas, banhos públicos, cemitérios e até indícios de moendas de grãos, mostrando que a cidade sustentava uma vida cotidiana ativa e sofisticada.
O achado oferece um vislumbre incrível da vida no passado, um lembrete vívido de como culturas inteiras floresceram e, eventualmente, desapareceram sem deixar rastros à superfície.
Durante seu auge, Toru-Aygyr foi uma parada essencial para viajantes da Rota da Seda, por onde passavam especiarias, sedas e metais preciosos.
As trocas culturais e comerciais transformavam essa cidade em um verdadeiro ponto de encontro entre o Ocidente e o Oriente.
O terremoto que apagou uma civilização
Mas o esplendor de Toru-Aygyr terminou de forma trágica. De acordo com Valery Kolchenko, líder da expedição arqueológica, um grande terremoto devastou a região.
Após o desastre, os moradores abandonaram o local, e a cidade entrou em declínio. Com o passar dos séculos, as águas do Issyk Kul subiram, e o que restava das construções foi lentamente engolido pelo lago.
“Na época da catástrofe, os moradores já haviam deixado o assentamento”, explicou Kolchenko. “Depois do terremoto, a população local mudou completamente, e aquela civilização medieval florescente simplesmente deixou de existir.”
Um mergulho nas memórias do passado
A descoberta reacende uma velha curiosidade humana: quantas histórias ainda dormem sob as águas do planeta?
Assim como a mítica Atlântida, Toru-Aygyr se torna símbolo da impermanência e da força da natureza, lembrando-nos que o tempo tudo transforma, até mesmo as cidades que um dia foram o coração pulsante de impérios esquecidos.
