Busca pelo voo 370 da Malaysia Airlines é retomada no Oceano Índico com nova tecnologia

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques

  • Um navio equipado com robôs submarinos avançados voltou ao Oceano Índico para procurar o MH370 após anos sem grandes operações.
  • A missão é liderada pela Ocean Infinity, sob contrato de não encontrou, não paga.
  • Famílias das vítimas seguem cobrando transparência e esperam, enfim, respostas sobre o destino do avião.

A busca por respostas sobre o desaparecimento do voo 370 da Malaysia Airlines foi retomada.

Um navio de pesquisa com robôs submarinos de última geração chegou à área designada no Oceano Índico, reacendendo a esperança de solucionar um dos maiores mistérios da aviação moderna.

A operação marca o primeiro esforço robusto em anos para localizar os destroços do avião que sumiu em março de 2014 com 239 pessoas a bordo.

Tecnologia avançada reacende a esperança

O navio Armada 86 iniciou os preparativos após passagem pelo Porto de Fremantle, na Austrália Ocidental. A bordo, dois veículos submarinos autônomos capazes de operar por dias em grandes profundidades.

Segundo o Ministério dos Transportes da Malásia, a área exata da busca não foi divulgada, mas a missão deve cobrir cerca de 15 mil quilômetros quadrados do fundo do mar ao longo de quase dois meses.

Os robôs utilizam sonar de varredura lateral, ultrassom e magnetômetros para criar mapas 3D detalhados e identificar objetos metálicos soterrados por sedimentos. A Ocean Infinity afirma que a tecnologia evoluiu significativamente desde a última tentativa, realizada em 2018.

Especialistas veem avanço real nas buscas

Para o oceanógrafo Charitha Pattiaratchi, da Universidade da Austrália Ocidental, a nova fase representa um salto técnico importante.

Em entrevista à Radio National, ele avaliou que a combinação entre embarcações mais eficientes e análise de dados aprimorada aumenta as chances de sucesso. Ainda assim, ponderou que o desafio é enorme, lembrando que localizar destroços em mar profundo pode levar décadas mesmo quando a área do acidente é conhecida.

Famílias seguem em busca de respostas

O MH370 desapareceu após decolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim. A última mensagem do piloto foi registrada cerca de 40 minutos após a partida, antes de o avião sair do radar e mudar de rota rumo ao sul. Desde então, nunca houve uma explicação definitiva para o desvio.

Entre 2014 e 2017, uma busca multinacional varreu uma área imensa do oceano sem localizar os destroços principais. Apenas fragmentos espalhados foram encontrados, incluindo uma peça de asa na Ilha Reunião, em 2015.

Para familiares das vítimas, como Jiang Hui, filho de uma passageira chinesa, encontrar o avião significa encerrar um capítulo de dor e incerteza que já dura mais de uma década.

Seguir:
Renê Fraga é criador do Muito Curioso e editor-chefe do Eurisko. Profissional com mais de duas décadas de experiência em conteúdo digital, escreve sobre ciência, história, cultura e curiosidades com foco em explicação, contexto e aprendizado acessível. No Muito Curioso, transforma perguntas simples em conhecimento contextualizado para leitores que gostam de aprender algo novo todos os dias.
Nenhum comentário