Você já parou para pensar que metade da matéria comum do universo simplesmente “sumiu”? Pois é, essa não é uma história de ficção científica, mas um mistério real que deixou os astrônomos coçando a cabeça por décadas.
Agora, finalmente, uma equipe de cientistas parece ter desvendado o enigma – e a resposta estava mais perto do que imaginávamos!
O Grande Sumiço Cósmico
Quando falamos de “matéria desaparecida”, não estamos nos referindo à matéria escura ou energia escura (que, por si só, já são grandes mistérios). Estamos falando da matéria comum, aquela que forma estrelas, planetas, e até você mesmo!
Segundo os cálculos baseados no Big Bang, deveria haver muito mais matéria visível no universo do que conseguimos detectar. Até agora, só encontrávamos cerca de metade dela. Onde estaria o resto?
A Pista Que Estava Nas Franjas das Galáxias
Uma das teorias mais aceitas era que essa matéria faltante poderia estar escondida em enormes nuvens de gás superdifusas, tão finas que eram quase invisíveis aos nossos telescópios. Essas nuvens, segundo a hipótese, se estenderiam muito além do centro das galáxias, ocupando um espaço imenso.
Agora, um time de 75 cientistas parece ter confirmado essa ideia. Usando novas medições, eles descobriram que o gás se estende até cinco vezes mais longe das galáxias do que se pensava possível.
Pode parecer pouco, mas, em escalas cósmicas, mesmo um gás super-rarefeito, quando acumulado em volumes gigantescos, pode somar toda a matéria que estava faltando!
“Achamos Que Encontramos Tudo”, Diz Cientista
A Dra. Boryana Hadzhiyska, da Universidade da Califórnia em Berkeley, explicou: “Acreditamos que, quando olhamos mais longe da galáxia, recuperamos todo o gás desaparecido.”
Mas calma, a história ainda não acabou! Os pesquisadores ainda precisam confirmar com precisão se essa é mesmo a resposta definitiva. “Para sermos mais precisos, precisamos fazer uma análise cuidadosa com simulações, o que ainda não fizemos. Queremos fazer um trabalho minucioso”, completou a cientista.
E Agora?
Se a teoria for confirmada, esse será um dos grandes avanços da astronomia moderna, resolvendo um quebra-cabeça que durava décadas. E o melhor: mostra que, às vezes, as respostas estão bem na nossa frente – só precisamos olhar com mais atenção.
