🧠 Principais destaques:
- Centenários têm uma habilidade única: eles não apenas vivem mais, mas também evitam ou atrasam o surgimento de doenças graves.
- Envelhecem de forma diferente: acumulam doenças mais lentamente e mantêm a saúde estável até idades muito avançadas.
- O segredo ainda é um mistério: genética, estilo de vida e ambiente podem estar envolvidos — e a ciência quer descobrir como.
Você já se perguntou por que algumas pessoas chegam aos 100 anos e muitas vezes com uma saúde surpreendente, enquanto a maioria de nós não chega nem perto dessa marca?
Pesquisadores suecos acreditam ter encontrado uma pista fascinante: os centenários parecem ter uma espécie de “superpoder” biológico que os ajuda a evitar doenças ou, pelo menos, a adiá-las por décadas.
Essa descoberta não apenas desafia a ideia de que viver mais significa viver doente, mas também abre portas para entendermos como todos nós poderíamos envelhecer de forma mais saudável.
O que a ciência descobriu sobre quem vive mais de um século
O estudo, liderado pela pesquisadora Karin Modig e sua equipe, analisou dados de milhares de pessoas na Suécia, comparando quem viveu até os 100 anos com aqueles que morreram mais cedo, mas nasceram na mesma época.
O resultado foi surpreendente:
- Centenários sofrem menos doenças ao longo da vida.
- Quando adoecem, isso acontece muito mais tarde do que na média da população.
- Eles têm menor risco de doenças fatais, como infartos e AVCs.
Por exemplo, aos 85 anos, apenas 4% dos centenários haviam sofrido um AVC, contra 10% das pessoas que viveram até os 90 e 99 anos.
Aos 100 anos, apenas 12,5% deles haviam tido um ataque cardíaco, metade da taxa observada em pessoas que morreram entre os 80 e 89 anos.
Mais saúde por mais tempo
Para entender melhor, os cientistas fizeram um segundo estudo, desta vez incluindo 40 tipos diferentes de doenças, desde as mais leves, como hipertensão, até as mais graves, como insuficiência cardíaca e diabetes.
Foram analisadas mais de 270 mil pessoas nascidas entre 1920 e 1922. Apenas 1,5% delas chegou aos 100 anos — mas esse pequeno grupo mostrou um padrão de saúde único:
- Desenvolviam doenças mais lentamente.
- Quando tinham problemas de saúde, eles costumavam afetar apenas um sistema do corpo, o que facilita o tratamento.
- Tinham menor incidência de doenças cardiovasculares e até de condições como depressão e demência.
Outro detalhe curioso: enquanto a maioria das pessoas acumula várias doenças nos últimos anos de vida, os centenários mantêm a saúde relativamente estável até perto dos 90 anos e só então começam a apresentar múltiplos problemas, mas de forma mais gradual.
O que isso significa para o futuro
A grande lição dessa pesquisa é que envelhecer não precisa ser sinônimo de adoecer rapidamente. Os centenários mostram que é possível viver mais e melhor, com um corpo que resiste ao tempo de forma diferente.
Ainda não se sabe se isso é resultado de genética favorável, hábitos de vida, ambiente ou uma mistura de tudo isso.
O próximo passo dos cientistas será identificar quais fatores realmente aumentam as chances de chegar aos 100 anos e como eles atuam ao longo da vida.
Se conseguirmos entender esse “padrão especial de envelhecimento”, talvez possamos aplicar esse conhecimento para que mais pessoas vivam não apenas mais tempo, mas com qualidade de vida até o fim.
