Você sabia que, todos os anos, mais de 795 mil pessoas sofrem um AVC (Acidente Vascular Cerebral) só nos Estados Unidos? E, infelizmente, muitos desses casos resultam em mortes ou sequelas graves.
O AVC acontece quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é interrompido, seja por um bloqueio (AVC isquêmico) ou pelo rompimento de um vaso sanguíneo (AVC hemorrágico).
Sem oxigênio, as células cerebrais começam a morrer rapidamente, e o tempo para agir é crucial. Reconhecer os sinais de um AVC pode ser a diferença entre a vida e a morte, ou entre uma recuperação completa e uma deficiência permanente.
Mas como identificar esses sinais? A resposta está no método FAST, uma sigla em inglês que significa: Face (rosto caído), Arm (fraqueza no braço), Speech (dificuldade para falar) e Time (tempo de chamar ajuda).
Se você perceber que um lado do rosto está caído ou entorpecido, se a pessoa não consegue levantar um braço ou se a fala está arrastada, é hora de ligar para o 911 imediatamente. Esses sintomas podem aparecer de repente e, mesmo que desapareçam depois de alguns minutos, não devem ser ignorados.
Como alerta o Dr. James Lyons, especialista em medicina familiar, “o tempo é essencial no tratamento do AVC. Buscar ajuda rapidamente pode melhorar muito as chances de recuperação”.
Além do método FAST, há outros sinais que podem indicar um AVC. A sigla BE FAST inclui também problemas de equilíbrio e alterações na visão, como visão dupla ou perda súbita de visão.
Outros sintomas comuns são confusão mental repentina, fraqueza ou dormência em um lado do corpo e uma dor de cabeça intensa, muitas vezes descrita como “a pior dor de cabeça da vida”. Esses sinais podem variar dependendo da área do cérebro afetada.
Por exemplo, um AVC no lado esquerdo do cérebro pode prejudicar a fala e o movimento do lado direito do corpo, enquanto um AVC no lado direito pode afetar a consciência espacial e o movimento do lado esquerdo.
E atenção: nem todo AVC é óbvio. Os chamados “mini-AVCs” ou ataques isquêmicos transitórios (AITs) causam sintomas temporários que desaparecem em minutos ou horas, mas são um alerta vermelho para um possível AVC futuro.
Já os AVCs silenciosos ocorrem sem sintomas visíveis, mas ainda causam danos ao cérebro que podem ser detectados em exames de imagem.
Por isso, consultas regulares com um médico são essenciais para monitorar fatores de risco, como pressão alta e colesterol elevado.
Como diz o Dr. Lyons, “na dúvida, é sempre melhor assumir o pior e buscar ajuda médica imediatamente”. Afinal, quando se trata de um AVC, cada segundo conta.
Fique atento aos sinais e compartilhe essas informações. Você pode salvar uma vida!
