Principais destaques:
- Embora o padrão seja 206 ossos na fase adulta, muitas pessoas têm ossos extras sem saber
- Esses ossos adicionais, chamados de acessórios, aparecem em até 30% da população
- Na maioria dos casos, eles não causam dor nem exigem tratamento
Ter 206 ossos no corpo é considerado o “normal” para adultos, mas isso não significa que todo mundo siga exatamente esse número.
A ciência já sabe que uma parcela significativa da população possui ossos a mais no esqueleto, e o mais curioso é que quase sempre ninguém percebe.
Segundo especialistas ouvidos pela Live Science, esses ossos extras recebem o nome de ossos acessórios e costumam passar despercebidos durante toda a vida, sendo descobertos apenas por acaso em exames de imagem.
Bebês têm mais ossos e isso é natural
Ao nascer, um bebê pode ter entre 275 e 300 ossos. Com o crescimento, muitos deles se fundem, formando estruturas maiores e mais resistentes. Esse processo explica por que adultos acabam ficando com cerca de 206 ossos.
No entanto, em algumas pessoas, certas fusões simplesmente não acontecem. O resultado é a permanência de pequenos ossos adicionais que seguem ali, silenciosos, sem causar sintomas.
Onde aparecem os ossos acessórios
Os ossos extras são mais comuns nos pés e tornozelos. Um dos mais frequentes é o os trigonum, localizado na parte de trás do tornozelo, presente em até um quarto da população. Ele costuma ser inofensivo, mas pode provocar dor em atividades que exigem flexão intensa do pé, como no balé.
Outro exemplo é o osso navicular acessório, encontrado na parte interna do pé. Ele pode estar associado a dores no arco do pé e ao pé plano, mas nem sempre causa desconforto.
Estudos indicam que, no total, entre 10% e 30% das pessoas têm algum tipo de osso acessório, embora o número real possa ser ainda maior.
Costelas extras e outros casos raros
Além dos pés, ossos extras também podem surgir em regiões menos comuns. Cerca de 1% da população nasce com uma costela extra no pescoço, chamada de costela cervical. Na maioria das vezes, ela não gera problemas, mas em casos raros pode causar dor ou fraqueza nos braços.
Há ainda ossos acessórios na região do quadril, identificados principalmente em exames de imagem ou estudos anatômicos. Esses casos são mais raros, mas mostram como o corpo humano pode variar mais do que se imagina.
No fim das contas, ter ossos a mais não é sinal de doença nem algo extraordinário. É apenas mais uma prova de que o corpo humano guarda pequenas surpresas, mesmo quando parece seguir um padrão bem definido.



