Imagine um mundo onde, de repente, ninguém mais pudesse ter filhos. Seria o começo do fim da humanidade? E quanto tempo levaria para desaparecermos por completo? A resposta pode ser mais assustadora — e rápida — do que você imagina.
O fim da humanidade em 100 anos (ou menos)
Se, por algum motivo, todos ficássemos estéreis hoje, a população humana encolheria lentamente. Como pouquíssimas pessoas vivem além dos 100 anos, em um século, o último ser humano provavelmente morreria — e a Terra ficaria vazia de nós.
Mas o colapso começaria muito antes. Sem jovens para substituir os idosos, a sociedade entraria em crise em poucas décadas. Faltariam médicos, agricultores, cientistas e até pessoas para manter a luz acesa. A produção de alimentos despencaria, os hospitais entrariam em colapso e, em 70 ou 80 anos, a civilização já estaria em frangalhos.
O que poderia causar isso?
Felizmente, é improvável que a humanidade pare de se reproduzir do dia para a noite — a menos que uma catástrofe global aconteça. Algumas possibilidades assustadoras:
- Uma doença que destrói a fertilidade: O escritor Kurt Vonnegut explorou essa ideia no livro Galápagos, onde um vírus torna todos inférteis.
- Guerra nuclear: Um conflito global poderia exterminar tanta gente que a recuperação seria impossível.
Esses cenários inspiraram distopias como O Conto da Aia (Margaret Atwood) e Os Filhos dos Homens (P.D. James), onde a incapacidade de ter filhos leva a sociedades opressoras e desesperadas.
E se o declínio for gradual?
A boa notícia é que, no mundo real, ainda estamos crescendo — mas mais devagar. A população global deve chegar a 10 bilhões em 2080 (hoje somos 8 bilhões). Porém, muitos países já enfrentam quedas acentuadas na natalidade.
- EUA: Em 2024, nasceram 3,6 milhões de bebês, contra 4,1 milhões em 2004.
- Coreia do Sul e Índia: As mulheres estão tendo menos filhos que no passado.
Se essa tendência continuar, em algumas gerações, poderíamos ver um desequilíbrio perigoso: poucos jovens sustentando muitos idosos. Sem gente nova, quem vai cuidar dos mais velhos? Quem vai manter a economia funcionando?
O que aprendemos com os neandertais?
Nossa espécie, Homo sapiens, existe há pelo menos 200 mil anos. Mas nem sempre fomos os únicos humanos na Terra. Os neandertais, nossos “primos”, viveram por 400 mil anos antes de desaparecerem há 40 mil anos. Alguns cientistas acreditam que nossos ancestrais tiveram mais sucesso em se reproduzir e garantir recursos — e isso fez toda a diferença.
Se desaparecermos, outros animais poderão prosperar. Mas perderíamos tudo o que construímos: arte, ciência, tecnologia… Seria um fim triste para uma espécie que chegou tão longe.
Como garantir nosso futuro?
Para evitar um destino sombrio, precisamos:
- Combater as mudanças climáticas (sem planeta, não há futuro).
- Evitar guerras catastróficas.
- Manter o equilíbrio entre gerações (jovens são essenciais!).
E, claro, valorizar a biodiversidade — porque um planeta saudável é a nossa única casa.
