Empresa chinesa cria robô capaz de gerar um bebê humano

Renê Fraga
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🤰 Principais destaques:

  • Uma empresa chinesa está desenvolvendo um robô com útero artificial capaz de gestar um bebê.
  • O projeto deve começar a ser produzido em 2026, com custo estimado de US$ 13.900 por unidade.
  • A ideia é oferecer uma alternativa para quem não pode ou não deseja passar por uma gravidez natural.

Se você já assistiu a séries como Black Mirror e pensou “isso nunca vai acontecer de verdade”, talvez seja hora de repensar.

A empresa chinesa Kaiwa Technology, sediada em Guangzhou, anunciou que está desenvolvendo um robô humanoide equipado com um útero artificial funcional.

A proposta é ousada: permitir que um bebê seja gestado e “nasça” a partir dessa máquina. O útero ficaria localizado no abdômen do robô, imitando a posição natural no corpo humano.

Para manter o feto em desenvolvimento, seriam usados nutrientes fornecidos por tubos e um líquido semelhante ao fluido amniótico, recriado artificialmente.

Quanto custa e para quem é essa tecnologia?

Segundo a empresa, a produção deve começar em 2026, e cada unidade custará em torno de US$ 13.900 (aproximadamente R$ 70 mil na cotação atual).

O objetivo declarado é oferecer uma alternativa para pessoas que não podem engravidar ou que preferem não passar por uma gestação natural.

Essa ideia já foi explorada na ficção. No filme The Pod Generation (2023), por exemplo, um casal acompanha o desenvolvimento do bebê dentro de uma cápsula em formato de ovo, que “choca” no final. Agora, a ficção parece estar se aproximando perigosamente da realidade.

Por que um robô humanoide?

De acordo com o fundador da Kaiwa Technology, Zhang Qifeng, a escolha de criar um robô com forma humana não é apenas estética.

A intenção é que o ambiente de gestação seja o mais próximo possível do natural, diferente de um simples incubador estático.

Ainda assim, a grande questão permanece: será que essa ideia realmente vai se popularizar? Ou será apenas mais um projeto futurista que nunca sai do papel?

O fato é que, se der certo, estamos diante de uma das maiores revoluções da história da biotecnologia e também de um debate ético gigantesco sobre o que significa nascer e ser humano em um mundo cada vez mais tecnológico.

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Renê Fraga é criador do Muito Curioso e editor-chefe do Eurisko. Profissional com mais de duas décadas de experiência em conteúdo digital, escreve sobre ciência, história, cultura e curiosidades com foco em explicação, contexto e aprendizado acessível. No Muito Curioso, transforma perguntas simples em conhecimento contextualizado para leitores que gostam de aprender algo novo todos os dias.
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