Estudo sugere que o Manuscrito Voynich pode ser, na verdade, um código secreto

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques

  • Um novo tipo de cifra criada recentemente apresenta semelhanças visuais e estatísticas com o Manuscrito Voynich
  • O método, chamado Naibbe, transforma textos comuns em símbolos estranhos usando dados e cartas
  • A descoberta reacende a esperança de que o mistério do manuscrito possa finalmente ser compreendido

O Manuscrito Voynich, um dos livros mais misteriosos da história, pode estar um pouco mais perto de ter seus segredos revelados.

Um novo estudo indica que o texto enigmático da obra talvez não seja uma língua desconhecida, mas sim um elaborado sistema de codificação criado intencionalmente para esconder seu conteúdo.

O manuscrito ganhou fama mundial depois de ser adquirido, em 1912, pelo negociante de livros raros Wilfrid Voynich, que o encontrou em um colégio jesuíta próximo a Roma. Desde então, ele intriga linguistas, criptógrafos e curiosos do mundo inteiro.

Um livro antigo que desafia gerações

Com cerca de 240 páginas, o manuscrito foi escrito em pergaminho de pele de bezerro e, segundo testes de datação por carbono, teve origem no início do século XV.

O problema é que ninguém jamais conseguiu identificar a linguagem usada, nem explicar completamente suas ilustrações cheias de plantas estranhas, diagramas astronômicos e figuras humanas enigmáticas.

Durante décadas, surgiram teorias de todos os tipos, desde tratados científicos perdidos até uma grande fraude medieval. Nenhuma delas, porém, conseguiu se sustentar com provas definitivas.

A cifra Naibbe entra em cena

A novidade agora é a criação de uma cifra moderna chamada Naibbe, desenvolvida pelo jornalista científico Michael Greshko.

O método usa dados e cartas de baralho para converter textos em latim ou italiano em símbolos abstratos. O resultado, segundo o estudo, apresenta padrões muito parecidos com os encontrados no Manuscrito Voynich.

Essas semelhanças aparecem tanto na aparência visual dos símbolos quanto em análises estatísticas da distribuição dos caracteres, algo que chamou a atenção de pesquisadores da área.

Um novo caminho para decifrar o mistério

Para Greshko, a cifra não resolve o enigma por si só, mas pode servir como um importante ponto de comparação.

As diferenças entre o Naibbe e o texto do manuscrito podem indicar quais técnicas específicas foram usadas pelo autor original para criar a obra.

Apesar disso, o conteúdo do livro continua indecifrado. Ainda não se sabe se ele esconde conhecimentos científicos, receitas medicinais, textos religiosos ou algo completamente diferente.

A possibilidade de que o manuscrito seja um código bem elaborado reacende o fascínio em torno da obra e dá novo fôlego às pesquisas. Talvez ainda leve tempo, mas pela primeira vez em anos, o mistério parece um pouco menos distante.

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Renê Fraga é criador do Muito Curioso e editor-chefe do Eurisko. Profissional com mais de duas décadas de experiência em conteúdo digital, escreve sobre ciência, história, cultura e curiosidades com foco em explicação, contexto e aprendizado acessível. No Muito Curioso, transforma perguntas simples em conhecimento contextualizado para leitores que gostam de aprender algo novo todos os dias.
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