Principais destaques
- Um novo tipo de cifra criada recentemente apresenta semelhanças visuais e estatísticas com o Manuscrito Voynich
- O método, chamado Naibbe, transforma textos comuns em símbolos estranhos usando dados e cartas
- A descoberta reacende a esperança de que o mistério do manuscrito possa finalmente ser compreendido
O Manuscrito Voynich, um dos livros mais misteriosos da história, pode estar um pouco mais perto de ter seus segredos revelados.
Um novo estudo indica que o texto enigmático da obra talvez não seja uma língua desconhecida, mas sim um elaborado sistema de codificação criado intencionalmente para esconder seu conteúdo.
O manuscrito ganhou fama mundial depois de ser adquirido, em 1912, pelo negociante de livros raros Wilfrid Voynich, que o encontrou em um colégio jesuíta próximo a Roma. Desde então, ele intriga linguistas, criptógrafos e curiosos do mundo inteiro.
Um livro antigo que desafia gerações
Com cerca de 240 páginas, o manuscrito foi escrito em pergaminho de pele de bezerro e, segundo testes de datação por carbono, teve origem no início do século XV.
O problema é que ninguém jamais conseguiu identificar a linguagem usada, nem explicar completamente suas ilustrações cheias de plantas estranhas, diagramas astronômicos e figuras humanas enigmáticas.
Durante décadas, surgiram teorias de todos os tipos, desde tratados científicos perdidos até uma grande fraude medieval. Nenhuma delas, porém, conseguiu se sustentar com provas definitivas.
A cifra Naibbe entra em cena
A novidade agora é a criação de uma cifra moderna chamada Naibbe, desenvolvida pelo jornalista científico Michael Greshko.
O método usa dados e cartas de baralho para converter textos em latim ou italiano em símbolos abstratos. O resultado, segundo o estudo, apresenta padrões muito parecidos com os encontrados no Manuscrito Voynich.
Essas semelhanças aparecem tanto na aparência visual dos símbolos quanto em análises estatísticas da distribuição dos caracteres, algo que chamou a atenção de pesquisadores da área.
Um novo caminho para decifrar o mistério
Para Greshko, a cifra não resolve o enigma por si só, mas pode servir como um importante ponto de comparação.
As diferenças entre o Naibbe e o texto do manuscrito podem indicar quais técnicas específicas foram usadas pelo autor original para criar a obra.
Apesar disso, o conteúdo do livro continua indecifrado. Ainda não se sabe se ele esconde conhecimentos científicos, receitas medicinais, textos religiosos ou algo completamente diferente.
A possibilidade de que o manuscrito seja um código bem elaborado reacende o fascínio em torno da obra e dá novo fôlego às pesquisas. Talvez ainda leve tempo, mas pela primeira vez em anos, o mistério parece um pouco menos distante.
