Principais destaques
- Pesquisa aponta que os egípcios podem ter usado contrapesos e mecanismos semelhantes a polias dentro da própria pirâmide.
- Estruturas internas da Grande Pirâmide podem ter servido como canais para esse sistema de elevação.
- A hipótese ajuda a explicar como blocos enormes eram levantados com rapidez e precisão, sem tecnologia moderna.
A construção das pirâmides do Egito sempre despertou fascínio e dúvidas. Como uma civilização antiga conseguiu mover e posicionar blocos de pedra que pesavam várias toneladas com tamanha precisão?
Um novo estudo reacende esse debate ao propor uma solução engenhosa, baseada em física simples e no uso inteligente da própria arquitetura do monumento.
Uma nova hipótese para um velho mistério
O trabalho foi liderado pelo pesquisador Simon Andreas Scheuring, da Weill Cornell Medicine, e sugere que os construtores da Grande Pirâmide de Gizé teriam usado um sistema interno de elevação com contrapesos deslizantes.
Segundo a pesquisa, apenas força humana não seria suficiente para explicar a velocidade e a eficiência da obra. O uso de contrapesos permitiria elevar grandes blocos até os níveis mais altos da pirâmide em intervalos muito curtos, possivelmente chegando a um bloco por minuto.
Arquitetura que revela função
Elementos internos da pirâmide, muitas vezes vistos apenas como passagens ou câmaras simbólicas, ganham um novo significado com essa teoria.
A Grande Galeria e a Passagem Ascendente, por exemplo, poderiam ter funcionado como verdadeiros “poços” por onde os contrapesos desciam, ajudando a erguer as pedras.
Já a Antecâmara é apontada como parte de um mecanismo semelhante a uma polia, controlando o movimento e garantindo estabilidade durante a elevação dos blocos. Esse conjunto formaria um sistema integrado, escondido dentro da própria estrutura.
Menos força bruta, mais engenhosidade
Se confirmada, essa hipótese reforça a ideia de que os egípcios antigos dominavam princípios avançados de engenharia prática.
Em vez de depender de milhares de trabalhadores puxando pedras manualmente, o sistema interno teria tornado o processo mais eficiente, seguro e rápido.
Apesar disso, comprovar definitivamente que esse método foi usado ainda é um grande desafio. As evidências são indiretas e dependem da interpretação da arquitetura existente.
Mesmo assim, a proposta oferece uma explicação coerente e fascinante para um dos maiores mistérios da história da humanidade.
