Imagine a cena: trabalhadores cavando em um terreno de construção na pacata Cleethorpes, no Reino Unido, quando encontram uma garrafa antiga, com um brilho iridescente em tons de azul e verde.
A primeira impressão? Poderia ser um velho frasco de rum, guardado há décadas. A empolgação foi tanta que já estavam prontos para abri-la e experimentar o conteúdo.
Mas, graças a um gesto de bom senso, essa história tomou um rumo bem diferente – e nojento.
A garrafa foi parar nas mãos de Zara Yeates, uma estudante da Universidade de Lincoln, que decidiu investigar o que havia dentro dela usando um equipamento de alta tecnologia, um imageador multiespectral, comum em investigações forenses.
E o resultado foi, digamos, decepcionante para quem esperava um drink histórico: o líquido não era rum, mas… urina! Sim, você leu certo.
“Graças a Deus o gerente do projeto estava no local e reconheceu a importância do objeto”, disse Yeates. “Mas descobrimos que era urina, não álcool. Então, foi uma sorte ele ter intervindo para impedir que a abrissem.”
A garrafa, que está incrivelmente intacta, tem cerca de 200 anos e é considerada uma raridade, tanto pelo estilo quanto pela idade. Mas a grande questão é: por que alguém enterraria uma garrafa de urina?

A hipótese mais intrigante é que se trata de uma “garrafa de bruxa”, um artefato usado no passado para afastar espíritos malignos e proteger propriedades.
Outra possibilidade é que tenha sido colocada ali por um marinheiro, como um ritual para garantir uma viagem segura. Seja qual for a razão, uma coisa é certa: ninguém em sã consciência gostaria de dar um gole nesse “elixir” peculiar.
Essa descoberta nos faz refletir sobre quantos segredos ainda estão escondidos sob nossos pés, esperando para serem revelados.
E, embora a ideia de uma garrafa de urina possa parecer nojenta, ela nos conecta com práticas e crenças de um passado distante, mostrando como a humanidade sempre buscou maneiras de se proteger do desconhecido.
