James Cameron alerta: “Apocalipse ao estilo de O Exterminador do Futuro ainda é possível”

Renê Fraga
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O renomado diretor James Cameron, responsável por alguns dos maiores sucessos do cinema como O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, Titanic e a franquia Avatar, voltou a chamar atenção e desta vez, não por um novo filme de ficção científica, mas por um alerta real sobre o futuro da humanidade.

Em entrevista à revista Rolling Stone, Cameron revelou que está se afastando temporariamente do universo de Avatar para dirigir um novo projeto: um filme inspirado no livro Ghosts of Hiroshima, que relata de forma impactante os horrores do bombardeio nuclear à cidade japonesa durante a Segunda Guerra Mundial.

Inteligência artificial e armas: uma combinação perigosa

Mesmo sendo um usuário de inteligência artificial em seus trabalhos, Cameron acredita que a combinação dessa tecnologia com sistemas de armamento, especialmente nucleares, pode levar a um cenário assustador, digno de seus filmes mais sombrios.

“Ainda existe o perigo de um apocalipse ao estilo O Exterminador do Futuro, quando você junta IA com sistemas de armas, até mesmo no nível de defesa nuclear e contra-ataques automáticos”, afirmou.

“O campo de batalha moderno é tão rápido que as decisões precisam ser tomadas em frações de segundo. Isso exige uma superinteligência para processar tudo. Talvez sejamos prudentes e mantenhamos um humano no controle… mas humanos cometem erros. E já estivemos, mais de uma vez, a um passo de incidentes que poderiam ter levado a uma guerra nuclear.”


As três grandes ameaças à humanidade

Para Cameron, o mundo enfrenta hoje três ameaças existenciais que estão se intensificando ao mesmo tempo:

  1. A crise climática e a degradação acelerada do meio ambiente.
  2. O risco nuclear, que nunca deixou de existir.
  3. O avanço de uma superinteligência artificial que pode ultrapassar as capacidades humanas.

“Sinto que estamos em um ponto de virada na história. Essas três ameaças estão se manifestando e atingindo o auge simultaneamente. Talvez a superinteligência seja a solução… ou talvez seja o nosso fim.”

Ficção ou realidade?

O alerta de Cameron mistura ficção e realidade de forma inquietante.

Afinal, quando um dos maiores criadores de histórias sobre futuros distópicos diz que eles ainda podem acontecer, é impossível não parar para pensar: estamos preparados para lidar com as consequências das tecnologias que criamos?

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Renê Fraga é criador do Muito Curioso e editor-chefe do Eurisko. Profissional com mais de duas décadas de experiência em conteúdo digital, escreve sobre ciência, história, cultura e curiosidades com foco em explicação, contexto e aprendizado acessível. No Muito Curioso, transforma perguntas simples em conhecimento contextualizado para leitores que gostam de aprender algo novo todos os dias.
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