Marcas de ‘veículos’ de 20 mil anos são descobertas no Novo México

Renê Fraga
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Imagine uma cena: humanos pré-históricos puxando estruturas de madeira para transportar cargas pesadas. Parece ficção, mas não é! Arqueólogos encontraram evidências de que nossos ancestrais já usavam uma forma primitiva de “veículo” há incríveis 20 mil anos.

As marcas desses dispositivos foram descobertas no Parque Nacional de White Sands, no Novo México, e estão revolucionando nossa compreensão sobre como as antigas civilizações lidavam com o transporte.

Ao contrário dos cavalos ou outros animais de tração, que surgiram posteriormente na história, esses “veículos” eram puxados por humanos. Eles consistiam em uma estrutura simples de madeira, semelhante a um trenó, feita com dois polos amarrados.

De um lado, ficava a carga ou até mesmo crianças; do outro, uma pessoa puxava o dispositivo. É como se fosse uma versão ancestral dos carrinhos de supermercado que usamos hoje!

Matthew Bennett, líder do estudo, comparou a cena a algo que muitos de nós já vivemos: “Imagine empurrar um carrinho de compras com crianças penduradas nele. Agora, troque o carrinho por uma estrutura de madeira e o supermercado por um deserto.

Era basicamente isso que acontecia há milênios.” A diferença é que, claro, não havia rodas – apenas a força humana para mover tudo.

Curiosamente, esses dispositivos não eram exclusivos daquela época. Povos indígenas das Grandes Planícies dos EUA usaram estruturas semelhantes, conhecidas como travois, até cerca de 500 anos atrás. A diferença é que, nesses casos, os travois eram puxados por cães ou cavalos.

Essa descoberta no Novo México, porém, sugere que a ideia de usar estruturas para transportar cargas é muito mais antiga do que se imaginava. Quem diria que nossos ancestrais já eram tão engenhosos?

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Renê Fraga é criador do Muito Curioso e editor-chefe do Eurisko. Profissional com mais de duas décadas de experiência em conteúdo digital, escreve sobre ciência, história, cultura e curiosidades com foco em explicação, contexto e aprendizado acessível. No Muito Curioso, transforma perguntas simples em conhecimento contextualizado para leitores que gostam de aprender algo novo todos os dias.
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