Microlightning pode ter sido a faísca que deu origem à vida na Terra, diz estudo

Renê Fraga
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Você já parou para pensar como a vida surgiu no nosso planeta?

Cientistas acabam de descobrir uma nova possibilidade fascinante: pequenas faíscas elétricas entre gotículas de água, apelidadas de “microrrelâmpagos”, podem ter sido o pontapé inicial para a formação das primeiras moléculas da vida há bilhões de anos!

Parece cena de filme, mas a ciência está mostrando que a eletricidade pode ter sido essencial nesse processo. Em 1953, os químicos Stanley Miller e Harold Urey já haviam simulado a atmosfera primitiva da Terra e, com descargas elétricas, produziram aminoácidos – os “tijolos” da vida.

Agora, pesquisadores de Stanford foram além e descobriram que até mesmo minúsculas faíscas entre gotas de água são capazes de gerar essas moléculas fundamentais.

A grande sacada é que, enquanto raios são eventos raros, a eletricidade entre gotículas de névoa ou ondas quebrando no mar pode ter sido constante no passado.

O que significa que, em lagoas e poças primitivas, essas pequenas faíscas poderiam ter cozinhado aminoácidos em quantidade suficiente para, com o tempo, formar proteínas e, quem sabe, as primeiras formas de vida!

Ainda não sabemos ao certo se foi assim que tudo começou – outras teorias sugerem que a vida surgiu em fontes hidrotermais no fundo do mar ou até mesmo veio do espaço.

Mas uma coisa é certa: a água, essencial para a vida como a conhecemos, pode ter tido um papel ainda mais surpreendente do que imaginávamos.

Quem diria que, além de nos sustentar, ela também pode ter sido a grande responsável por nossa existência?

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Renê Fraga é criador do Muito Curioso e editor-chefe do Eurisko. Profissional com mais de duas décadas de experiência em conteúdo digital, escreve sobre ciência, história, cultura e curiosidades com foco em explicação, contexto e aprendizado acessível. No Muito Curioso, transforma perguntas simples em conhecimento contextualizado para leitores que gostam de aprender algo novo todos os dias.
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