O Louvre usava “Louvre” como senha: falha inacreditável expõe roubo milionário

Renê Fraga
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Principais destaques:

  • O sistema de segurança do Museu do Louvre usava a senha “Louvre”.
  • Uma falha antiga de segurança pode ter facilitado um roubo milionário.
  • Especialistas apontam negligência tecnológica em uma das instituições culturais mais famosas do mundo.

Documentos recentemente analisados pelo jornal francês Libération revelaram uma informação que parece saída de um filme, mas é real: o Museu do Louvre, em Paris, usava simplesmente “Louvre” como senha de acesso à sua rede de segurança.

A revelação veio à tona após o roubo cinematográfico de joias avaliadas em cerca de 102 milhões de dólares, ocorrido em pleno dia, no dia 18 de outubro de 2025.


Um roubo digno de roteiro, mas com descuido real

Segundo as investigações, o ataque não foi apenas resultado de um plano engenhoso de ladrões experientes, mas também consequência de falhas técnicas antigas e facilmente evitáveis.

Auditorias conduzidas desde 2014 pela Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação da França (ANSSI) já haviam detectado vulnerabilidades sérias na infraestrutura digital do museu.

Entre os principais problemas, estavam servidores rodando em Windows Server 2003, um sistema operacional que não recebe atualizações de segurança há mais de uma década.

Além disso, relatórios apontaram deficiências graves na gestão das câmeras e no controle de acessos, deixando brechas que, como agora se mostra, poderiam ser exploradas.


Uma senha simbólica e perigosamente simples

Usar a palavra “Louvre” como senha pode parecer uma escolha simbólica ou até prática para a equipe técnica, mas em termos de segurança digital, é o equivalente a deixar a porta trancada com a chave no batente.

Essa descoberta reacendeu o debate sobre como instituições culturais de renome mundial ainda enfrentam dificuldades em manter padrões modernos de cibersegurança.


O silêncio do museu e o alerta global

Até o momento, o Louvre não se pronunciou oficialmente sobre o caso nem sobre os documentos revelados.

Enquanto isso, especialistas em segurança digital apontam que o episódio serve como um alerta global: a proteção de tesouros culturais não depende apenas de guardas e câmeras, mas também de sistemas digitais robustos — e, claro, de senhas mais seguras do que o próprio nome do museu.

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Renê Fraga é criador do Muito Curioso e editor-chefe do Eurisko. Profissional com mais de duas décadas de experiência em conteúdo digital, escreve sobre ciência, história, cultura e curiosidades com foco em explicação, contexto e aprendizado acessível. No Muito Curioso, transforma perguntas simples em conhecimento contextualizado para leitores que gostam de aprender algo novo todos os dias.
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