O material mais caro do mundo custa US$ 62 trilhões por grama!

Renê Fraga
2 min de leitura

Você já parou para pensar qual é a coisa mais valiosa do mundo? Ouro? Diamantes? Que nada!

Existe um material tão raro e difícil de produzir que seu valor chega a assustar: US$ 62 trilhões por grama! Sim, você leu certo.

Estamos falando da antimatéria, uma substância tão misteriosa quanto fascinante, que desafia as leis da física e nos faz questionar como o universo funciona.

Enquanto metais preciosos como o paládio (US $ 32 por grama) e o ródio (US $ 160 por grama) são usados em coisas do dia a dia, como catalisadores de carros e até na odontologia, a antimatéria é algo completamente fora da nossa realidade.

Para se ter uma ideia, produzir apenas um grama dessa substância levaria 10 bilhões de anos! Isso porque ela precisa ser criada átomo por átomo em laboratório, em um processo que consome energia e tecnologia além do que podemos imaginar.

Mas por que a antimatéria é tão cara e difícil de produzir? A resposta está na sua natureza única. Ela é como uma “versão espelhada” da matéria comum, com a mesma massa, mas com carga oposta.

Quando antimatéria e matéria se encontram, elas se aniquilam em uma explosão de energia. O que significa que, além de ser quase impossível de criar, armazená-la é um desafio gigantesco.

Imagine tentar guardar algo que desaparece ao menor contato com qualquer material comum!

Apesar de parecer coisa de ficção científica, a antimatéria é real e pode ser a chave para desvendar alguns dos maiores mistérios do universo.

Cientistas, como o pesquisador da NASA Harold Gerrish, já calcularam os custos absurdos de sua produção, mas, por enquanto, ela está longe de ser algo que veremos em escala comercial.

Enquanto isso, podemos apenas sonhar com um material tão valioso que faz o ouro parecer uma pechincha. Quem sabe um dia a humanidade domine essa tecnologia?

Até lá, a antimatéria continua sendo uma das maiores curiosidades do mundo científico!

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Renê Fraga é criador do Muito Curioso e editor-chefe do Eurisko. Profissional com mais de duas décadas de experiência em conteúdo digital, escreve sobre ciência, história, cultura e curiosidades com foco em explicação, contexto e aprendizado acessível. No Muito Curioso, transforma perguntas simples em conhecimento contextualizado para leitores que gostam de aprender algo novo todos os dias.
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