✨ Principais destaques:
- Avião da presidente da Comissão Europeia perdeu o sinal de GPS em pleno voo.
- OTAN acusa a Rússia de usar “ameaças híbridas” para desestabilizar a Europa.
- Especialistas alertam: todo o continente pode estar sob risco de ataques tecnológicos.
O voo que chamou a atenção da Europa
No último domingo, um episódio digno de filme de suspense deixou autoridades europeias em alerta.
O avião que transportava Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, perdeu temporariamente a navegação por GPS enquanto sobrevoava o espaço aéreo da Bulgária.
Apesar do susto, a aeronave conseguiu pousar em segurança. Mas a suspeita levantada pelas autoridades búlgaras é preocupante: tudo indica que a interferência foi causada por ações da Rússia.
Dois dias depois, em Luxemburgo, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, confirmou que a aliança militar está trabalhando “dia e noite” para combater esse tipo de ataque eletrônico.
Segundo ele, a situação é levada muito a sério, já que poderia ter consequências desastrosas para voos civis.
O que é o “jamming” e por que ele é tão perigoso?
O que aconteceu com o avião de von der Leyen não foi um caso isolado. Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, a Europa tem registrado dezenas de episódios semelhantes.
A técnica usada é chamada de jamming: basicamente, um sinal de rádio muito forte é emitido para “atropelar” o GPS, impedindo que o sistema funcione corretamente.
Existe também o spoofing, que é ainda mais sofisticado: ele engana o receptor, fazendo-o acreditar que está em outro lugar ou até em outro momento no tempo.
Essas práticas fazem parte do que os especialistas chamam de ameaças híbridas: ações que não envolvem tanques ou mísseis, mas que podem causar caos e insegurança.
Entre os exemplos já atribuídos à Rússia estão o corte de cabos submarinos no Mar Báltico, ataques cibernéticos a serviços de saúde e até planos de assassinato contra figuras importantes da indústria europeia.
“Todos estamos na linha de frente”
O alerta de Rutte foi direto: não importa se você está em Londres, Luxemburgo ou Madri, hoje, toda a Europa está sob risco.
Com os avanços da tecnologia militar russa, um míssil poderia atingir qualquer capital europeia em questão de minutos.
O mais curioso (e assustador) é que, para alguns governos, como o da Bulgária, episódios como o do avião de von der Leyen já são vistos quase como “rotina”.
O primeiro-ministro búlgaro chegou a dizer que não abrirá investigação, porque “essas coisas acontecem todos os dias” devido à guerra em andamento.
Essa normalização do risco mostra como a guerra deixou de ser apenas um conflito localizado e passou a ter efeitos diretos no cotidiano de milhões de pessoas, até mesmo em algo tão comum quanto um voo comercial.
