O sonho (ou pesadelo?) de um RoboCop de verdade está cada vez mais perto

Renê Fraga
3 min de leitura

Lembra do RoboCop, aquele icônico policial ciborgue dos filmes? Pois é, o que parecia ficção científica nos anos 80 está cada vez mais próximo da nossa realidade!

Com avanços em interfaces cérebro-computador e robótica avançada, será que um dia teremos um verdadeiro Alex Murphy patrulhando as ruas?

De filme para a vida real: o que já temos hoje

No clássico de 1987, o policial Alex Murphy é transformado em um ciborgue com corpo robótico, memórias humanas integradas a sistemas artificiais e a capacidade de acessar dados em tempo real. Parece absurdo? Nem tanto!

Empresas como Boston Dynamics já criaram robôs como o Atlas, que corre, pula e faz acrobacias. Já a Kawasaki desenvolveu o Corleo, um robô quadrúpede impressionante. Além disso, exoesqueletos robóticos já permitem que pessoas com paralisia voltem a andar — tudo controlado pelos seus próprios movimentos!

Mas e a parte mais complexa: conectar o cérebro humano a uma máquina? Aí a coisa fica ainda mais fascinante.

O cérebro no comando: interfaces que parecem mágica

Uma equipe da Universidade da Califórnia recentemente fez um avanço incrível: um implante cerebral permitiu que uma mulher com paralisia transmitisse seus pensamentos em tempo real, convertendo-os em voz sintetizada com apenas 3 segundos de atraso!

Isso lembra muito o Neuralink, de Elon Musk, que já permitiu que pacientes controlassem um cursor de computador apenas com a mente. E não para por aí: pesquisadores da Nottingham Trent University criaram um leitor de ondas cerebrais acessível, que ajuda pacientes com doenças como ELA ou síndrome do “encarceramento” (quando a pessoa está totalmente paralisada, mas consciente) a responder “sim” ou “não” usando apenas o pensamento.

O futuro: um RoboCop (ou um Homem de 6 Milhões) está chegando?

Nos próximos anos, os avanços em inteligência artificial, microchips e biomedicina vão acelerar ainda mais. Imagine um futuro onde:

  • Próteses controladas pela mente sejam tão naturais quanto um braço biológico.
  • Exoesqueletos deem força sobre-humana a soldados ou bombeiros.
  • Memórias possam ser armazenadas ou até mesmo “plantadas” em um sistema artificial.
  • Comunicação direta entre cérebros (um “Bluetooth cerebral”) se torne realidade.

Mas, claro, com grandes poderes vêm grandes questões éticas:

  • Será que hackers poderiam invadir nossos cérebros?
  • Dá para apagar ou implantar memórias?
  • Vamos precisar de “atualizações cerebrais” no futuro?

A tecnologia já está aí. O desafio agora é decidir como e até onde queremos ir com ela. E você, o que acha? Será que um dia vamos ver um RoboCop de verdade nas ruas?

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Renê Fraga é criador do Muito Curioso e editor-chefe do Eurisko. Profissional com mais de duas décadas de experiência em conteúdo digital, escreve sobre ciência, história, cultura e curiosidades com foco em explicação, contexto e aprendizado acessível. No Muito Curioso, transforma perguntas simples em conhecimento contextualizado para leitores que gostam de aprender algo novo todos os dias.
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