Entre as vastas e verdejantes paisagens de Wiltshire, na Inglaterra, ergue-se Stonehenge, um dos monumentos mais enigmáticos e duradouros da história humana.
Construído há milhares de anos, este círculo de pedras não apenas inspira admiração por sua imponência, mas também provoca uma curiosidade incessante sobre seu verdadeiro propósito.
Durante muito tempo, Stonehenge foi considerado um sítio espiritual e ritualístico, servindo também como um complexo calendário astronômico, com pedras alinhadas ao nascer do sol no solstício de verão e ao pôr do sol no solstício de inverno.
Agora, uma nova descoberta vem lançar luz sobre outro possível papel de Stonehenge.
Pesquisadores revelaram que a gigantesca pedra do altar, localizada no centro do círculo, foi transportada de centenas de quilômetros de distância, da região que hoje conhecemos como Escócia.
Essa constatação reforça a hipótese de que o monumento não apenas servia à espiritualidade, mas também desempenhava um papel fundamental na unificação dos povos das Ilhas Britânicas, atraindo comunidades distantes para um encontro único e significativo.
Em um estudo recente, os pesquisadores destacaram como as reuniões em Stonehenge poderiam ter sido ocasiões de grande celebração e pageantry, reunindo multidões para banquetes, festividades e rituais.
“As viagens por terra ofereciam melhores oportunidades para espetáculos e celebrações, atraindo milhares de pessoas para testemunhar e participar desse empreendimento extraordinário”, escreveram os cientistas.
A conexão entre as diferentes regiões e a cooperação necessária para erguer o monumento sugerem uma sociedade mais interligada do que se imaginava.
Além disso, o fato de todas as pedras de Stonehenge terem origens distantes é um diferencial marcante entre os mais de 900 círculos de pedra encontrados na Grã-Bretanha. Segundo Mike Parker Pearson, líder do estudo, isso não apenas reflete uma dimensão religiosa, mas também política.
“Stonehenge pode ter sido um monumento de unificação, celebrando os vínculos eternos entre os povos da Britânia, seus ancestrais e o cosmos”, afirmou.
Essa nova perspectiva não só amplia nossa compreensão sobre o passado, mas também desperta admiração por uma civilização capaz de criar algo tão monumental e, ao mesmo tempo, simbólico.
