Supercomputador da NASA prevê quando a Terra deixará de ser habitável

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques:

  • Um supercomputador da NASA simulou o futuro distante da Terra e revelou quando o planeta pode deixar de ser habitável.
  • As mudanças na luminosidade e no tamanho do Sol serão responsáveis por um aquecimento extremo e pela evaporação dos oceanos.
  • De acordo com os cientistas, isso deve acontecer em pouco mais de 1 bilhão de anos, um piscar de olhos em termos cósmicos.

A pergunta que há séculos intriga cientistas e curiosos é: por quanto tempo a Terra continuará sendo um lar possível para a vida?

Agora, uma pesquisa impressionante traz uma estimativa mais precisa.

Um supercomputador da NASA, em parceria com especialistas da Universidade Toho, no Japão, simulou o futuro climático do nosso planeta e as conclusões são ao mesmo tempo fascinantes e inquietantes.

O Sol: amigo e futuro vilão

Sabemos que o Sol é essencial para a vida na Terra, mas ele também segue seu próprio ciclo de evolução.

Segundo o estudo, daqui a cerca de 5 bilhões de anos, a estrela começará a morrer e aumentará de tamanho até se transformar em uma gigante vermelha.

Quando isso acontecer, seu calor será tão intenso que a superfície terrestre será literalmente “cozida”.

Mas o que mais surpreende é que a Terra se tornará inabitável muito antes disso. O motivo?

O Sol está, aos poucos, se tornando mais brilhante e quente com o passar dos milênios, um processo natural, mas devastador a longo prazo.

O que os modelos preveem para o futuro da Terra

Com a ajuda de poderosos algoritmos, os cientistas conseguiram visualizar o comportamento do clima terrestre nos próximos bilhões de anos.

A simulação aponta que, em pouco mais de 1 bilhão de anos, a temperatura média da Terra subirá tanto que os oceanos começarão a evaporar.

Com a perda gradual da água e um aumento na concentração de gases, a atmosfera se transformará, tornando impossível sustentar a vida como conhecemos.

É como se o planeta entrasse em um ciclo irreversível de superaquecimento, um efeito estufa natural e extremo.

O destino da humanidade (e da vida) nesse cenário

Embora um bilhão de anos pareça uma eternidade, os cientistas lembram que, em termos cósmicos, é um intervalo relativamente curto.

Ninguém sabe se nossa civilização ou qualquer forma de vida terrestre, ainda existirá até lá. E, se existir, será que ainda poderíamos nos reconhecer como “humanos”?

Depois de tanto tempo, a evolução (ou talvez a tecnologia) pode alterar completamente nossa forma de vida.

Talvez tenhamos nos espalhado por outros planetas, ou talvez estejamos observando de longe o que um dia foi o berço da humanidade.

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Renê Fraga é criador do Muito Curioso e editor-chefe do Eurisko. Profissional com mais de duas décadas de experiência em conteúdo digital, escreve sobre ciência, história, cultura e curiosidades com foco em explicação, contexto e aprendizado acessível. No Muito Curioso, transforma perguntas simples em conhecimento contextualizado para leitores que gostam de aprender algo novo todos os dias.
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