Imagine abrir uma porta que ficou fechada por mais de 3.600 anos e encontrar pistas sobre um rei que simplesmente desapareceu dos registros históricos? Foi exatamente isso que arqueólogos encontraram no Egito!
Em janeiro deste ano, uma equipe da Universidade da Pensilvânia descobriu uma tumba gigantesca feita de calcário em Abydos, uma das cidades mais sagradas do Antigo Egito. O local, cheio de salas e com uma entrada decorada, parece ter pertencido a um governante poderoso… mas quem seria ele? Aí está o mistério!
O enigma do faraó esquecido
Os ladrões de túmulos danificaram os hieróglifos que poderiam revelar o nome do dono da tumba, e nenhum resto humano foi encontrado para ajudar na identificação. Mas os especialistas acreditam que ele pode ter sido um rei da chamada Dinastia de Abydos, um período obscuro da história egípcia, entre 1640 e 1540 a.C., quando o Egito estava dividido em reinos rivais.
“É uma dinastia misteriosa, quase apagada dos registros antigos, justamente porque foi uma época de crise política”, explica Josef Wegner, o arqueólogo que liderou a escavação. Ou seja: esse rei pode ter sido literalmente apagado da história pelos governantes que vieram depois!
Uma tumba digna de um rei (mas qual rei?)
A câmara funerária é a maior já encontrada dessa dinastia, com cerca de 19 metros de comprimento. Ela fica enterrada a quase 7 metros de profundidade, sob uma formação natural em forma de pirâmide conhecida como Montanha de Anúbis – um local sagrado para os egípcios, associado ao deus dos mortos, Osíris.
Curiosamente, em 2014, a mesma equipe já havia descoberto a tumba de um faraó totalmente desconhecido, o Rei Seneb-Kay. Agora, eles suspeitam que esse novo túmulo possa pertencer a um antecessor dele, talvez um rei chamado Senaiib ou Paentjeni… ou até mesmo a um governante cujo nome ninguém conhece ainda!
Deusas, tecnologia e mais mistérios
Apesar dos danos, a tumba ainda guarda imagens impressionantes das deusas Ísis e Néftis, representadas em luto pelo falecido. E os arqueólogos não pretendem parar por aí! Eles planejam escanear uma área gigantesca do deserto usando radar de penetração no solo e magnetometria – tecnologias que ajudam a “enxergar” estruturas escondidas sob a terra.
“Podem haver até 15 reis dessa dinastia ainda enterrados ali”, diz Wegner. Cada nova descoberta pode revelar mais sobre esse período quase apagado da história.
Por que isso é tão importante?
Os reis de Abydos não aparecem nas listas oficiais de faraós – provavelmente porque os governantes posteriores queriam apagar qualquer lembrança dessa época conturbada. “Eles reescreveram a história para parecer que sempre estiveram no controle”, explica a egiptóloga Laurel Bestock.
Ou seja: cada tumba descoberta é como uma peça de um quebra-cabeça que pode mudar o que sabemos sobre o Antigo Egito. E, quem sabe, um dia esse rei misterioso finalmente ganhará um nome…
Fique de olho, porque essa história ainda vai render muitas surpresas!
