Principais destaques:
- Após mais de 50 anos de relatos, o Vaticano conclui que as supostas aparições de Jesus em Dozulé, na França, não têm origem sobrenatural.
- A mulher que afirmou ter visto o Cristo 49 vezes dizia ter recebido instruções divinas para erguer uma imensa cruz.
- A decisão oficial foi aprovada pessoalmente pelo Papa Leão, encerrando décadas de mistério e debate.
Durante mais de meio século, a pequena cidade de Dozulé, no noroeste da França, foi palco de uma história que intrigou fiéis, curiosos e estudiosos do mundo todo.
Desde a década de 1970, uma moradora afirmava ter presenciado aparições de Jesus Cristo em um morro próximo à cidade e dizia receber mensagens diretas Dele.
O mistério das 49 aparições
De acordo com a mulher, as visões começaram em 1970. Ao longo de décadas, ela teria visto Jesus 49 vezes, sempre no mesmo local.
Cada aparição, segundo ela, trazia palavras e orientações espirituais, culminando em um pedido divino muito específico: a construção de uma enorme cruz, com 7,38 metros de largura, no alto da colina que domina a cidade.
A notícia se espalhou rapidamente, atraindo peregrinos e curiosos de várias partes do mundo. Muitos acreditavam firmemente na autenticidade das aparições, transformando Dozulé em um ponto de fé e mistério. Outros, contudo, sempre mantiveram o ceticismo.
A análise do Vaticano
Casos como esse não são novidade para o Vaticano.
Quando surgem relatos de milagres ou aparições divinas, o Departamento de Doutrina da Fé (órgão responsável por investigações teológicas) entra em ação. A instituição analisa testemunhos, evidências e os possíveis impactos espirituais do fenômeno.
Recentemente, por orientação direta do Papa Leão, o Vaticano reabriu o caso de Dozulé e divulgou um parecer definitivo:
“O fenômeno das supostas aparições deve ser considerado, de forma definitiva, não sobrenatural em sua origem.”
Com essa declaração, o Vaticano deixa claro que não reconhece as visões como manifestações divinas. O documento foi aprovado pessoalmente pelo pontífice, o que reforça o peso e a autoridade da decisão.
Um mistério encerrado, mas não esquecido
Apesar do encerramento oficial, o caso de Dozulé continua a despertar curiosidade.
Por que tantas pessoas afirmam ter sentido a presença de algo maior naquele lugar? E como uma convicção pode resistir por cinco décadas, mesmo sem validação oficial?
Independentemente da conclusão, a história da mulher de Dozulé e de suas visões segue viva no imaginário popular, um lembrete fascinante de como fé, esperança e mistério continuam entrelaçados na experiência humana.
