Vespeiro radioativo é encontrado em usina nuclear nos EUA

Renê Fraga
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Imagine abrir a janela de casa e se deparar com um enxame de vespas… radioativas. Parece roteiro de filme de ficção científica, mas essa situação inusitada virou realidade em uma instalação nuclear nos Estados Unidos.

O achado que deixou todos em alerta

Durante uma inspeção de rotina no Savannah River Site (SRS), uma antiga fábrica de armas nucleares na Carolina do Sul, trabalhadores se depararam com um vespeiro que brilhava… mas não de orgulho – e sim de radiação!

O ninho, localizado perto de tanques que armazenam milhões de litros de resíduos nucleares, apresentava níveis de radiação dez vezes acima do permitido pelas normas de segurança.

A descoberta, feita no início de julho, só foi divulgada agora, e, como era de se esperar, causou preocupação. Afinal, vespas já são um incômodo por si só – agora, imagine se elas estivessem carregadas de material radioativo?

Mas calma, as vespas não estavam em casa

Por sorte, quando o ninho foi analisado, os insetos já não estavam mais lá. E, segundo relatórios do Departamento de Energia dos EUA, mesmo quando as vespas estavam presentes, elas seriam muito menos radioativas do que o próprio ninho.

Além disso, esses insetos costumam voar apenas em um raio limitado ao redor do vespeiro, o que reduz o risco de contaminação em áreas distantes.

Mesmo assim, o ninho foi tratado como lixo radiativo: as vespas (ou o que restava delas) foram eliminadas com spray, e a estrutura foi removida com cuidado.

A preocupação da comunidade

Apesar das explicações oficiais, moradores da região e ativistas ambientais ficaram alarmados.

“Estou furioso como uma vespa! O SRS não explicou de onde veio essa contaminação ou se há algum vazamento nos tanques de resíduos que o público deveria saber”, criticou Tom Clements, do grupo de monitoramento Savannah River Site Watch, em entrevista à Associated Press.

A verdade é que o caso levantou dúvidas sobre os riscos invisíveis que podem estar escondidos em instalações nucleares – e como a natureza, às vezes, encontra formas surpreendentes (e um pouco assustadoras) de nos lembrar disso.

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Renê Fraga é criador do Muito Curioso e editor-chefe do Eurisko. Profissional com mais de duas décadas de experiência em conteúdo digital, escreve sobre ciência, história, cultura e curiosidades com foco em explicação, contexto e aprendizado acessível. No Muito Curioso, transforma perguntas simples em conhecimento contextualizado para leitores que gostam de aprender algo novo todos os dias.
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